“Me leve para sair esta noite, onde existam músicas e pessoas que sejam jovens e vivas”, isso era o que tinha realmente guardado dentro de mim, talvez essa fosse a verdade de como queria estar nesse carnaval. Mas a quem estou enganando?
É apenas um feriado fútil como outro qualquer, onde mulheres siliconadas botam a baixo a moral das militantes feministas de outras épocas, de homens tolos que se embriagam e usam o álcool como desculpas para cometer seus velhos erros.
Mas, o que quero realmente?Apenas sair de algum modo dessa solidão e talvez, fazer parte dessa grande enganação e provar a mim mesmo que também posso ser como todos...fútil, e estar no meio de todos seria me libertar dessa solidão?Será mesmo isso o que desejo?
“Apenas me leve para sair esta noite”, eu teria dito. Porque quero ver gente e eu quero ver luzes! Por que meus questionamentos já não fazem mais parte do que quero de verdade!
Apenas me leve para fazer parte de algo maior e que seja somente meu rosto nesse mundo de mascaras!
Isso era o que eu tinha travado na garganta, pois em algum lugar dentro de mim diz que também posso fazer parte da luxuria da rua, e que assim, me perdendo pelas avenidas iluminadas de som de batuques e afoxés, irei de algum modo me achar...mas esse seria eu realmente?
As duvidas sobre o que queremos sempre batem de frente com o que realmente somos, e nesse conflito de chamados fui mais forte, venci a euforia do convite do trio elétrico.
Atendi o grito que me sufocava e era a mim mesmo a quem pedia por atenção, me encontrei na paz do meu ser, atendi meu chamando, e pude ver que apenas eu poderia me permitir fazer parte do que eu realmente quisesse, e o que mais queria era estar em paz comigo mesmo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário